domingo, 18 de dezembro de 2011

Aulas presenciais em Salvador-BA e Porto Alegre-RS

Estarei em Salvador-BA e Porto Alegre-RS em Janeiro.

Acesse minha agenda: http://www.portaldoorcamento.com.br/p/agenda.html

História de um Brasileiro - Parte IV - Final

Hoje é a última parte da história que comecei a contar em artigos anteriores. Para quem não leu as primeiras partes, leia, antes de continuar com este artigo.

Segue a quarta e última parte da “História de um Brasileiro”:

Não dei bandeira. Dormi em salvador na véspera da prova. Fui com antecedência ao local do exame. Apliquei tudo o quanto tinha aprendido. Cada artigo, cada dica... Fiz um misto dos mestres e consegui. Dos mais de 11 mil inscritos galguei o 15º lugar. Agora chorava de felicidade. Vencera uma grande BANCA. Estava no caminho, poderia vencer mais e mais BANCAS. 

Saiu o resultado da redação. Perdi posições, mas fiquei dentro do numero de vagas. Eram 49, fiquei na 38ª. Se você tem algum sonho na vida, sabe o que senti. Uma vitória depois de uma árdua jornada é uma coisa indescritível. Hoje estou em uma Promotoria de Justiça do interior do Estado. A instituição é magistral. O trabalho é gratificante. Estou servindo ao povo, estou servindo à sociedade. Não ganho muito, mas para quem saiu do MOTOR de SISAL e do cabo da ENXADA, muitas coisas mudaram. Só auxilio-alimentação é maior que dois meses de trabalho nas roças da pobre comunidade rural na qual eu morava. Estou no caminho da vitória.

Por isso e por tantas outras coisas, minha visão sobre concurso público é a melhor possível. Sem nenhuma influência no mundo empresarial, com todo o sofrimento desde criança; com toda a rejeição, jamais teria chances de conseguir o que tenho sem o despertar para concurso público.  2011 foi o ano das conquistas. Graças ao concurso público não me submeto aos caprichos dos corruptos de plantão, não estou sobre a ameaça constante da demissão e nem sobre a revelia das loucuras do mercado. Graças a um concurso público consegui minha primeira cama, primeiro fogão a gás, primeira geladeira, alimentação descente, plano de saúde para mim, minha PRIMEIRA FILHA que nasceu no dia 28 de setembro e é um encanto. Sem o concurso teríamos sofrido muito. O parto teve de ser cesariana. O plano cobriu tudo.

Estou no caminho para a conquista da casa, do carro, pagar todas as dívidas, começar a poupar e investir... Imagina ai se não fosse a aprovação! Nossa! Dá arrepio de pensar. Minha filha já tem até previdência privada. Não estou falando por exibicionismo. Estou falando porque se trata de uma realidade totalmente alheia à minha vida passada recente. Como falei, até 14 ou 15 anos eu não tinha nem registro de nascimento. Alguns parentes mais sarcásticos zombavam de mim; diziam que eu era um indigente; que eu era um perdido. Sofri muito. Por isso que trago estas coisas aqui. 

Estou falando de um ex-miserável. Estou falando de quem saiu das entranhas da caatinga, da fome, do abandono e colocou o pé no Ministério Público, uma instituição de grande credibilidade no Brasil. Estou falando que se você quiser vai conseguir. Esta é a minha conquista. Agora faça a sua conquista. Pense grande. Se você quer ser Juiz, Auditor, Delegado, Procurador etc, poderá ser. Invista nisso. Se você já é um destes profissionais, parabéns. Em termos proporcionais, nossa caminhada foi e será a mesma. 

Lembre-se! Para falar pouco, quatro são os TREs com editais na praça. Um deles será meu próximo lar e será também o seu, caso tenha, no mínimo, o ensino médio. O TSE é mais um alvo. Mas um dia Chegarei ao Senado ou ao Ministério do Planejamento. Neste acredito que seja muito bom trabalhar. Ver o Brasil de outro ângulo. Conhecer o nascedouro das políticas públicas do país. Ramalho! Opa! Diga lá! E se você não passar em algum TRE? KAKAKA... Qual o problema? Meu trabalho é para passar, mas se algo sair errado continuarei na estrada e pronto. Esta é uma pergunta já respondida ao longo do texto, correto?

Concluirei, em breve, um texto mais voltado para o mundo do concurso. Uma palavra aos descamisados que estão por ai, submetidos ao chicote do poder político, da escravidão moderna. Será algo voltado para o nível médio/fundamental. Por falar nisso, não se encontrava material didático para concurso de nível médio a não ser umas apostilas intragáveis. Como diz o Waldir Santos, tem umas que só está em conformidade com o edital no nome e no índice, nada mais. 

Bem, creio que devo ficar por aqui, afinal, tenho encontros marcados com a FCC. Desta vez será diferente. Eu vencerei. Sabe a razão? Não sabe? Pois então saiba que vencerei porque estou trabalhando para tanto e porque também tenho mais mestres. Vencerei porque tenho o ESTRATÉGIA e o EVP como parceiros. Material de primeira qualidade e valor acessível.

Sempre pensei grande. Hoje conquistei 10% de um projeto grande, se eu tivesse pensado pequeno, seria 10% de um projeto pequeno e certamente não estaria escrevendo a você. Portanto, viva o concurso – um caminho possível à dignidade e à cidadania plena. Este mundo que permite o princípio da impessoalidade. Se vai fazer algum concurso, não se assuste com a estatística, invista tudo em você. Eu saí do nada e estou aqui. Continuarei crescendo e um dia deste nos encontraremos para falar de concurso, de sonhos e conquistas.

Sucesso!! Feliz prova e nunca desista!!

Ramalho Cardoso

Não preciso acrescentar mais nada. Só cabe a cada um que ler esse texto um pouco de reflexão.

Muito obrigado Ramalho!

Forte abraço!
Sérgio Mendes

História de um Brasileiro - Parte III

Hoje é a terceira parte da história que comecei a contar em artigos anteriores. Para quem não leu a primeira e segunda partes, leia, antes de continuar com este artigo.

Segue a terceira parte da “História de um Brasileiro”:

Voltei eliminado... Chorei um pouco. Cheguei a minha casa muito triste comigo mesmo. Havia falhado na estratégia final. De fato estava sem dinheiro, mas por que não pensei uma solução. Ora esta! O que ia fazer agora? Iria passar fome? Ops! Neste meio, saiu um edital para uma prefeitura perto de Amargosa. Umas vagas para Professora de nível fundamental. Falei com minha esposa e ela começou a se preparar. Com o conhecimento que eu havia adquirido, trabalhamos juntos para conquistar a vaga. Beleza pura. Ela foi a quarta colocada.

Estava acumulando aprovações. Saiu o contrato por alguns meses, pois era um processo seletivo. Mudamos de cidade novamente para economizar. Ela trabalhava e eu ficava em casa cuidando de minha mãe e estudando... É, isso mesmo, abandonamos o curso superior porque não havia sustentabilidade. Minha mãe é dependente total – trocar fraldas, dar banho, comida e tudo o mais.  Isso seria e ainda é necessário.

Havia o beneficio do INSS, mas é um salário mínimo. Só um medicamento custa quase 100 reais. Vamos adiante! Veja no que deu esse empreendimento! No final do ano de 2010 saiu o edital do MP da Bahia. Opa! Chegara a hora. Juntei todas as forças, pedi ajuda para minha companheira e mergulhei firme. Estudei a banca, selecionei questões dela e da FCC, pois era a que mais se assemelhava. 

Não havia jeito. Nada tiraria uma vaga daquelas das minhas mãos. Pena que eu não tinha mais o laboratório da UFRB e contava apenas com cyber. Mas como diz um dos mestres citados, não importa qual concurso seja e o quanto você sabe da matéria, o importante é o método e a decisão de vencer.

Mas ainda houve dose extra de obstáculo. É. Faltando uns dez dias para a prova minha mãe teve uma crise e passei 5 dias com ela no hospital. Minha esposa como sempre estava presente. Revezávamos a dormida. As enfermeiras perguntaram se não havia uma “filha mulher” para cuidar daquela senhora. Respondi que tinha. Eu era a “filha mulher”, o filho homem e o filho tudo porque aquela senhora era, também, tudo para mim. Eu chorava e estudava. Entre choros e questões saímos do hospital. Quase bateu o desanimo, mas transformei este acontecimento em energia e continuei a marcha.

No próximo artigo finalizamos a história e passo o e-mail do Ramalho para contato de vocês.

Forte abraço!
Sérgio Mendes

História de um Brasileiro - Parte II

Hoje continuarei com a história que apresentei no artigo anterior. Para quem não leu a primeira parte, leia, antes de continuar com este artigo.

Segue a segunda parte da “História de um Brasileiro”. É vida de um aluno meu, Ramalho Cardoso, cuja finalidade é motivar todos os concurseiros deste país:


Após terminar o ensino médio em 2004, ingressei na faculdade em seguida, 2005, pelo primeiro ENEM que ofertou bolsas de estudo. Mas não foi possível concluir. Não passei do segundo semestre de Administração, num curso EAD. Aí, meus caros companheiros, aí surge a figura do concurso no ano de 2007, quando vi na televisão de um parente o anuncio da seleção para o IBGE. A remuneração era 600 reais. Caramba, bicho! Agora eu iria enricar (risos), 600 reais? Com grande esforço comprei uma apostila. Saiu o edital. Apenas uma vaga para a minha região. Não tive medo. A preparação era zero. Logrei a 50ª posição, entre mais 900 inscritos.

Não consegui a vaga, mas fiquei feliz. Havia outro horizonte se descortinando. Continuei a estudar, só que para vestibular. Eu queria ser igual àquelas pessoas que falavam nos eventos. Aquelas eloquentes, sabe? Ainda choro sempre que aprecio uma boa explanação... A magia do discurso. Já sentiu? Pois é. Você sabe do que estou falando. Voltemos aos Vestibulares. Fiz vários. Consegui a aprovação em primeiro lugar na Universidade do Estado da Bahia – UNEB. Muito maneiro! Neste momento não estava mais na roça fazendo o trabalho braçal. Pequei minha mãe, fui para a cidade (Araci). Aluguei uma casa. Lá trabalhei como assessoria de uma instituição do terceiro setor, no seguimento Agricultura Familiar. Fantástico! Eu fazia apresentações.

Mas em 2008 comecei a pensar seriamente na “figura” do concurso público, essa coisa que eu tinha olhado de “relapão” há pouco tempo. Como sujeito indignado com o puxa-saquismo, só em um cargo conquistado com o mérito seria possível trabalhar e contribuir para a nossa sociedade sem que a sombra do favor me rondasse.

Fiz vários concursos, mas sem orientação nenhuma. Saia o Edital eu comprava uma apostila e começava a estudar. Planejamento não se inseria ali, rss. Ministério da Justiça, Ministério da Fazenda, TRE/PI, TJ/PI, EMBRAPA...Ufa!! Creio que você já está suado/a (rs). Mas é isso, desta lista, só não fui eliminado na EMBRAPA e Ministério da Justiça. Em todos os outros a BANCA levou a melhor. Incrivelmente eu sentia evolução. Minha rotina ainda era brava. Estudava só aos sábados, domingos e madrugadas. Como a ideia de um curso superior não desgrudava, obtive a 3ª colocação na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Eu tinha que tomar uma decisão: continuar em um trabalho sem perspectiva de crescimento ou seguir o caminho do estudo.

Assim fiz: ingressei na UFRB. Para tanto, mudei de cidade levando minha Mãe doente e... Bem, aqui se insere mais uma personagem: Minha companheira/esposa. Ela se juntou a mim e seguimos juntos. Agora a família tinha três membros. Levei umas economias, mas elas não durariam muito. Minha esposa também entrou depois na UFRB. Fui beneficiado com o auxílio-moradia por ser um dos miseráveis do campus. Entretendo, trabalhar não podia. O curso era diurno. Dormia no chão forrado com uns lençóis. TV, internet, fogão... Nem pensar! Mas sabia que era um vencedor. Eu estava na luta contra a miséria. Esta é a minha maior adversária.

O fato, companheiro/a, é que tínhamos de fazer alguma coisa. E fizemos. Antes, obtivemos as primeiras colocações na seleção do IBGE para trabalhar nas coletas de dados de 2010. Minha esposa então foi ser recenseadora no Município de Amargosa/Ba. Eu? Bem...eu fui estudar para o MPU, lembra-se deste concurso? Hum!! Se você foi aprovado nele, que maravilha! Merecido. Avante!
Peguei pesado nos estudos. Estudando sentado ao chão frio e me alimentando mal. Cuidando de minha mãe doente. Fiz um programa que me permitia ir a um cyber ou ao laboratório da Universidade pelo menos a cada dois dias ver se tinha coisa nova no mundo dos concursos.

Neste concurso do MPU eu seria classificado, não havia jeito de dar errado. É, mas deu. Não tinha dinheiro para pagar uma pousada em Salvador, cidade de prova. Sai de ônibus pela manhã, cheguei atrasado e com muita fome. Não consegui ler a prova.


No próximo artigo a história continua.

Forte abraço!
Sérgio Mendes

História de um Brasileiro - Parte I

Hoje não vim falar da matéria que eu ministro e sim de uma história real de um brasileiro. É um aluno meu, que contou um pouco da sua difícil trajetória em um e-mail. Pedi a ele que escrevesse um texto para que eu postasse no site. Ele vibrou com a ideia, enviou-me um texto e autorizou a publicação. O nosso objetivo é motivá-los!

Como é uma história de algumas páginas, será dividida em alguns artigos. Não vou divulgar o e-mail dele agora para ninguém perguntar o final. rsrs. No último artigo passo o e-mail para que vocês façam contato.

Segue a primeira parte da “História de um Brasileiro”:
Olá! Como vai você, tudo bem? Animo nas alturas porque a prova do TRE/PE se aproxima!! No meu caso, estatística de quase 40 mil inscritos. Nada mal, não é povo?
Conversando com o Prof. Sérgio Mendes por e-mail, sobre concursos e materiais de estudo, contei em poucas linhas minha história e ele deu a ideia de publicar um texto narrando minha trajetória. Apresento-lhe minha história. Adentre nela! Sobre o personagem, trata-se, quase, de um “Severino” (risos)

Meu nome é Severi..., digo, Ramalho Cardoso. Nasci na Bahia, Município de Araci, em uma pobre comunidade rural, longe de tudo. Filho de mãe solteira, rejeitado pelos irmãos maternos porque não aceitavam aquela gravidez. Também rejeitado pelo suposto pai e supostos irmãos, pois não nasci negro como a maioria destes era. Fui criado graças aos esforços de minha mãe, que em nenhum momento pensou em abandonar-me. Quando já andava e falava desejei um caderno, mais minha mãe não podia comprar. Éramos pobres demais. Assim ela alfabetizou-me com recortes de jornais que trazia da feira livre enrolados em barras de “sabão de sebo”.

Um dia ela conseguiu comprar um caderno e um lápis. Que festa! Aos sete anos iniciei a vida escolar no povoado há muito custo, porquanto não havia nada que garantisse minha identificação. Só consegui meu registro de nascimento aos 14 ou 15 anos, como filho de “pai não declarado”. Entretanto, para conseguir estudar fui colocado em uma casa mais próxima da escola. A casa da parteira que ajudou no meu nascimento. Fui colocado lá por um motivo maior: A casa do meu suposto pai era no caminho da escola e toda vez que eu passava na estrada, colocavam os cachorros em mim, jogavam pedras... Por varias vezes fui ferido. Não havia punição. Eu era o intruso.

Tempo passou. Consegui ser aluno sempre exemplar. Mas, aos 14 anos, com desnutrição e muito fraquinho para andar seis quilômetros todos os dias até a escola, sob um sol de 30 graus, tive que parar de estudar. Minha mãe pediu a um dos seus filhos que cuidasse de mim em São Paulo. Esse “cuidado” não ocorreu. Em São Paulo só tive, das mãos de meu irmão, humilhação, discriminação... Eu era o “tabaréu”, o “acanhado da roça”. Mas para que eu não voltasse do mesmo jeito, uma tia “emprestada”, gente boa, concordou que eu ficasse na casa dela. Lá fui bem tratado. Lá eu consegui aprender muito da vida e da cidade paulistana. Retornando à Bahia, isso no final de 1995, fiquei com minha mãe.

Mas entendia, naquele momento, que o bom mesmo seria trabalhar, ganhar dinheiro, “curtir a vida”. Retornei a São Paulo e trabalhei como faxineiro em um prédio na zona norte. No final de 1999 ouvi falar, pela primeira vez, em FACULDADE. De certo, eu não sabia para que servia o estudo. Na nossa cultura, quem sabe ler e escrever já não precisa de mais nada. Foi então que resolvi estudar novamente, resgatar aquela criança “raquítica” que sempre encantava as professoras.

Retornei para junto de minha Mãe e efetuei matrícula no colégio da comunidade rural. Objetivo: terminar o primário, o ensino médio e ingressar naquela coisa chamada FACULDADE. Era isso que povoava os meus sonhos. Era isso também que em mim classificava como “doido” perante o resto das pessoas ao meu redor. “Onde já se viu um filho de pobre querer fazer faculdade”.

Mas segui minha estrada. Foi neste tempo que minha mãe teve as forças reduzidas - MAL DE PARKINSON diagnosticado. Então agora eu cuidava dela, botava água em casa – isso mesmo, botava água de balde, pois não se falava em água encanada/tratada. É água do barreiro mesmo, “coada” em um pano, dentro do pote de barro. Quebrava lenha na caatinga, pois não tínhamos fogão a gás. Também não tínhamos luz elétrica. A iluminação era com “candeeiro” - uma espécie de lamparina com gás dentro e um pavio feito de trapo. Então minha vida era isso: Trabalhava nas roças durante o dia e estudava durante a noite. Parece simples, não é? Engano, companheiro. O trabalho braçal, o ganho miserável (cerca de 10 reais por dia). Assim vivi. Consegui terminar o ensino médio em 2004.

Ficamos por aqui. Só de terminar o ensino médio, já seria motivo de vitória para ele, concordam? Mas ele queria mais. Lá no fundo, ele já sabia desde jovem que a educação liberta.

No próximo artigo a história continua.

Forte abraço!
Sérgio Mendes

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Edital do INSS 2012

Segue o link para o edital do INSS 2012: http://www.estrategiaconcursos.com.br/noticia/23/-15122011---divulgado-o-edital-do-inss.html

Preparem-se! 1500 vagas de ensino médio com remuneração de aproximadamente R$ 4.500,00!

Provas em 12/02/2012.

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