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domingo, 18 de dezembro de 2011

História de um Brasileiro - Parte III

Hoje é a terceira parte da história que comecei a contar em artigos anteriores. Para quem não leu a primeira e segunda partes, leia, antes de continuar com este artigo.

Segue a terceira parte da “História de um Brasileiro”:

Voltei eliminado... Chorei um pouco. Cheguei a minha casa muito triste comigo mesmo. Havia falhado na estratégia final. De fato estava sem dinheiro, mas por que não pensei uma solução. Ora esta! O que ia fazer agora? Iria passar fome? Ops! Neste meio, saiu um edital para uma prefeitura perto de Amargosa. Umas vagas para Professora de nível fundamental. Falei com minha esposa e ela começou a se preparar. Com o conhecimento que eu havia adquirido, trabalhamos juntos para conquistar a vaga. Beleza pura. Ela foi a quarta colocada.

Estava acumulando aprovações. Saiu o contrato por alguns meses, pois era um processo seletivo. Mudamos de cidade novamente para economizar. Ela trabalhava e eu ficava em casa cuidando de minha mãe e estudando... É, isso mesmo, abandonamos o curso superior porque não havia sustentabilidade. Minha mãe é dependente total – trocar fraldas, dar banho, comida e tudo o mais.  Isso seria e ainda é necessário.

Havia o beneficio do INSS, mas é um salário mínimo. Só um medicamento custa quase 100 reais. Vamos adiante! Veja no que deu esse empreendimento! No final do ano de 2010 saiu o edital do MP da Bahia. Opa! Chegara a hora. Juntei todas as forças, pedi ajuda para minha companheira e mergulhei firme. Estudei a banca, selecionei questões dela e da FCC, pois era a que mais se assemelhava. 

Não havia jeito. Nada tiraria uma vaga daquelas das minhas mãos. Pena que eu não tinha mais o laboratório da UFRB e contava apenas com cyber. Mas como diz um dos mestres citados, não importa qual concurso seja e o quanto você sabe da matéria, o importante é o método e a decisão de vencer.

Mas ainda houve dose extra de obstáculo. É. Faltando uns dez dias para a prova minha mãe teve uma crise e passei 5 dias com ela no hospital. Minha esposa como sempre estava presente. Revezávamos a dormida. As enfermeiras perguntaram se não havia uma “filha mulher” para cuidar daquela senhora. Respondi que tinha. Eu era a “filha mulher”, o filho homem e o filho tudo porque aquela senhora era, também, tudo para mim. Eu chorava e estudava. Entre choros e questões saímos do hospital. Quase bateu o desanimo, mas transformei este acontecimento em energia e continuei a marcha.

No próximo artigo finalizamos a história e passo o e-mail do Ramalho para contato de vocês.

Forte abraço!
Sérgio Mendes

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